O truque das empresas dos EUA: 36 minutos a menos na jornada de trabalho e alta produtividade

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Uma pesquisa da empresa de análise de produtividade ActivTrak revela que o expediente nos Estados Unidos está terminando cada vez mais cedo.

Em 2023, a média de encerramento da jornada de trabalho caiu para 16h39, uma redução de 36 minutos em comparação com o ano de 2021.

O estudo se baseou na análise de dados de mais de 200 mil funcionários em 777 empresas norte-americanas.

O fenômeno está diretamente ligado à consolidação de modelos híbridos e ao amadurecimento da cultura do trabalho remoto.

Segundo os dados, a produtividade não foi impactada negativamente pela redução da jornada formal, pelo contrário: houve um aumento de 2% na produtividade geral, com os profissionais concentrando a execução de tarefas em blocos intensivos de 24 minutos, em média.

Embora a semana útil tenha se tornado mais enxuta, a carga de trabalho aos fins de semana aumentou, indicando uma mudança na organização das rotinas.

A ActivTrak aponta que os profissionais estão distribuindo melhor suas tarefas ao longo da semana, mas sem necessariamente abandonar o trabalho fora do expediente tradicional.

“Ao adotar modelos flexíveis, as empresas passaram a confiar mais na entrega de resultados do que no controle rígido de horários. Isso deu aos colaboradores maior autonomia para gerenciar sua agenda”, afirma Gabriela Mauch, chefe do Laboratório de Produtividade da ActivTrak.

O relatório também identificou picos sazonais de trabalho. Agosto e dezembro, meses marcados por prazos corporativos e férias escolares, são os períodos com maior carga horária média registrada. Já o mês de abril aparece como o mais leve do calendário.

A tendência também varia entre setores. Profissionais da área de tecnologia, por exemplo, apresentam maior adesão a jornadas mais flexíveis, enquanto áreas como finanças e serviços jurídicos ainda mantêm rotinas mais tradicionais.

Uma nova lógica de jornada

Os dados mostram que o modelo clássico de expediente, das 9h às 17h, está sendo reformulado. O avanço das ferramentas digitais, a cultura de metas e a adaptação das empresas às novas expectativas dos trabalhadores criaram espaço para uma lógica mais distribuída e orientada por produtividade real.

Ainda assim, o estudo destaca que a flexibilidade exige atenção a limites saudáveis. A ampliação do trabalho aos fins de semana pode indicar desequilíbrio entre vida pessoal e profissional, caso não haja diretrizes claras dentro das organizações.

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