Varejo em transformação: armários inteligentes, fintechs e shoppings multiuso ganham força

O varejo brasileiro está passando por uma profunda transformação — e ela vai muito além das vitrines. No mais recente episódio do programa O Varejista, exibido pela BM&C News, quatro especialistas revelaram os bastidores de modelos de negócio inovadores que estão mudando a forma como os brasileiros consomem, pagam e interagem com marcas.

Armários inteligentes: a logística do futuro já chegou

Elton Matos, CEO da Airlocker, apresentou o conceito de franquias de smart lockers — ou armários inteligentes — que têm revolucionado a última milha da entrega. “É a forma mais eficiente de receber encomendas em condomínios, empresas e hospitais. O entregador não precisa mais encontrar o destinatário”, afirmou Matos.

Com mais de 400 armários instalados no Brasil e uma meta de atingir 3.200 até 2026, a Airlocker permite que franqueados atuem localmente com baixo custo operacional. O modelo combina software, hardware e autonomia do usuário, oferecendo segurança e flexibilidade. “Cada armário funciona como um computador. O sistema sabe o que entrou, quem retirou e quando. Tudo por meio de códigos e telas touch”, explicou.

Shopping centers: de centros de compra a arenas multiuso

Magali Sanches, diretora comercial do Grupo AD, reforçou que a loja física está longe de morrer. “Nossos shoppings têm taxa de ocupação de 98%. Mas o comportamento mudou: hoje o consumidor vai ao shopping em busca de entretenimento, serviços e conveniência — e acaba comprando.

O case do Shopping Pontal, em Porto Alegre, ilustra essa mudança. Com vista para o Guaíba, o local reúne lojas, hospital, hotel, centro de convenções, supermercado e parque. “O shopping virou um hub de experiências. Gastronomia, saúde e lazer caminham juntos para fidelizar o cliente”, disse Magali.

A executiva também destacou o uso de inteligência artificial para mapear o comportamento dos visitantes e guiar investimentos. “O shopping do futuro é híbrido, físico e digital, integrado à rotina do consumidor”, completou.

Varejo vira fintech: do caixa ao banco digital

Wagner Moraes, CEO da INS Partners, trouxe à tona um movimento que ganha força: a fintequização do varejo. “Hoje, o varejista ganha mais oferecendo serviços financeiros do que vendendo mercadorias”, afirmou. Segundo ele, redes varejistas estão criando seus próprios bancos digitais, reduzindo custos com intermediários e aumentando a fidelização dos clientes.

Um boleto que custa 30 centavos para o banco é revendido por até R$ 2 para o lojista. Quando o próprio varejista emite, a margem é dele”, explicou. A INS Partners já estruturou nove bancos digitais nos últimos três anos e está trabalhando em outros seis.

Wagner também destacou que o Brasil possui uma das maiores concentrações bancárias do mundo, com cinco instituições dominando 76% do mercado. “As fintechs democratizam o crédito e desafiam essa hegemonia.

Criptomoedas, cultura e educação financeira

Fechando o programa, André Franco, CEO da Byst Research, falou sobre a importância da educação para o mercado de criptoativos. Com foco em clientes de alta renda, ele presta consultoria sobre investimento em cripto e gestão de portfólios.

Cripto ainda sofre muito preconceito. Mas o Bitcoin, por exemplo, já é maior que toda a bolsa brasileira”, argumentou. André reforçou que 91% do tempo o investidor de cripto estará abaixo do pico anterior — o que exige resiliência e entendimento sobre volatilidade.

Ao lado de Marcela Zaiden, mentora do G4, André destacou como a cultura da empresa e o perfil dos colaboradores precisam refletir a agilidade e o dinamismo do setor. “O ideal é contratar gente que já vive cripto. A cultura se constrói a partir do DNA de quem acredita no ativo”, concluiu.

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