Auren (AURE3) salta 7% nesta quinta-feira (3); o que explica a alta das elétricas?

As elétricas brilham no Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (3), em dia em que o mercado digere as tarifas de reciprocidade impostas pelos Estados Unidos.

Ontem, o presidente Donald Trump apresentou um programa de medidas protetivas que ampliam os impostos de importação em até 49%, dependendo de cada parceiro comercial. O Brasil foi taxado em 10%.

Enquanto o IBOV opera volátil, mas entregando a única alta entre bolsas globais, o alívio nas taxas de juros futuros beneficia o setor elétrico.

  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento está em linha com queda de mais de 1% do dólar ante o real, além da que de rendimentos das treasuries, na esteira da repercussão do autointitulado “Dia da Libertação” promovido por Trump na véspera.

Por volta de 14h50 (horário de Brasília), a Auren (AURE3) liderava as altas do Ibovespa, com avanço de 7,04%, a R$ 7,90, seguida por Energisa (ENGI11), com avanço de 5,17%, a R$ 42,55, Eletrobras (ELET3) subia 2%, a R$ 41,51, e Engie (EGIE3) avançava 4,09%, a R$ 39,73.

Além das elétricas, outros nomes mais cíclicos também do varejo e setor de construção e shopping registravam altas no Ibovespa no mesmo horário. Acompanhe o tempo real.

  • Trump anuncia tarifas recíprocas e Brasil ‘sai ganhando’: Assista ao Giro do Mercado de hoje para entender como estratégia do presidente dos EUA pode afetar seus investimentos:

O que está por trás da alta do Ibovespa?

Um dos motivos que explicam alta do Ibovespa é que a alíquota de 10% sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos ficou abaixo do esperado pelo mercado.

Às 15h12, o índice subia 0,29%, aos 131.572 pontos. Mais cedo, o IBOV chegou a avançar mais de 1%.

“A tarifa é ruim para todo mundo, mas, comparativamente, o Brasil está melhor que os pares emergentes”, afirma Frederico Nobre, gestor de investimentos da Warren.

Na mesma linha, a XP Investimentos avalia que as tarifas “menos severas” impostas ao Brasil podem posicionar o país como menos exposto ao risco tarifário, “beneficiando-se de uma contínua rotação de fluxos de capital para fora dos EUA”.

O impacto da tarifa também pode ser limitado, na avaliação do analista Rafael Passos, da Ajax Asset.

As exportações brasileiras para os EUA equivalem a aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, enquanto as importações de produtos norte-americanos representam cerca de 12% (próximo a 2,2%) das vendas totais do país.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.