Manaus fica fora do Top 100 em educação no ranking de cidades inteligentes

Municípios do Amazonas deixam de enviar dados e podem perder Fundos para a Educação

O Ranking Connected Smart Cities 2024, divulgado pela consultoria Urban Systems, mostrou que Manaus não está entre as 100 cidades brasileiras mais bem avaliadas no eixo de Educação.

O levantamento analisou 656 municípios com mais de 50 mil habitantes e considerou 12 indicadores relacionados à qualidade do ensino.

O eixo de Educação do ranking reúne métricas como média do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), taxa de abandono escolar, percentual de professores com ensino superior completo, número de matrículas no ensino técnico e superior, além do investimento público per capita em educação.

Entre as cidades de grande porte, apenas 15 com mais de 500 mil habitantes conseguiram integrar o top 100. No caso de Manaus, os indicadores analisados foram insuficientes para garantir uma colocação de destaque.

A cidade não aparece nem entre as primeiras do Norte, onde o município de Breves (PA), com população inferior a 100 mil habitantes, ocupa a 6ª colocação no ranking de educação, puxado por alto investimento per capita no setor.

As três cidades mais bem posicionadas no recorte de Educação foram São Caetano do Sul (SP), Florianópolis (SC) e Jaguariúna (SP).

Esses municípios se destacam pela baixa taxa de abandono escolar, elevado percentual de docentes com ensino superior completo e forte presença do setor educacional na economia local

Jaguariúna, por exemplo, possui a segunda maior nota no país nesse eixo, mesmo com população entre 50 mil e 100 mil habitantes.

Já Vitória (ES), capital com cerca de 370 mil habitantes, está na 8ª colocação, evidenciando o bom desempenho de cidades de médio porte.

O estudo Connected Smart Cities é realizado desde 2015 e busca identificar os municípios brasileiros com maior potencial de desenvolvimento inteligente e sustentável.

A metodologia adotada pela Urban Systems combina dados públicos com informações prestadas diretamente pelos municípios, ponderadas com base no Índice de Qualidade Mercadológica (IQM).

A cada edição, os indicadores são atualizados para refletir melhor a realidade urbana e as diretrizes de cidades inteligentes.

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