Em estados da região Norte, mais de 40% dos domicílios enfrentam insegurança alimentar

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Mais de um em cada quatro domicílios brasileiros convive com a insegurança alimentar, segundo dados do IBGE representados de forma mapeada pela geógrafa Amanda Silva Almeida, do perfil Espacialidade, no instagram.

O mapa temático mostra que, em 2023, 27,6% das famílias no país viviam sem acesso permanente a alimentos em quantidade e qualidade adequadas, um indicador que vai além da fome e revela a precariedade estrutural que afeta milhões de brasileiros.

A distribuição espacial do problema escancara desigualdades persistentes entre as regiões. O Norte e o Nordeste lideram com os percentuais mais altos de domicílios em situação de insegurança alimentar.

Pará e Sergipe apresentam os piores indicadores do país, com taxas que variam entre 43,7% e 49,2%. Logo abaixo, estados como Roraima, Amazonas, Bahia, Maranhão e Piauí também superam os 37% de lares afetados.

A região Norte, em especial, representa um paradoxo: apesar de abrigar parte expressiva da biodiversidade e da riqueza natural brasileira, concentra alguns dos maiores índices de privação alimentar.

No Nordeste, o mapa confirma a presença de indicadores elevados em estados como Bahia, Maranhão e Piauí evidencia a correlação entre insegurança alimentar, pobreza e desigualdades sociais acumuladas.

Por outro lado, as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste registram percentuais mais baixos, entre 11,2% e 24,3%, como é o caso do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.

Embora estejam em melhor posição relativa, esses dados indicam que o problema também atinge áreas consideradas mais desenvolvidas, ainda que com menor intensidade.

Confira o mapa:

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