Como fica o orçamento do agro em 2025? Plano Safra, seguro rural e contingenciamento são pontos de atenção

O Congresso Nacional aprovou na semana passada o Projeto de Lei Orçamentária de 2025 (PLOA).

Para o segmento do agro e áreas correlatas, foi realizada a seguinte distribuição de valores:

  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 12,924 bilhões (contra R$ 10,734 bi de 2024)
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 6,240 bilhões (contra R$ 5,846 bilhões de 2024)
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 273 milhões (contra R$ 257 milhões de 2024)
  • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: R$ 4,230 bilhões (contra R$ 4,131 bilhões de 2024)
  • Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária): R$ 4,760 bilhões (contra R$ 4,579 bilhões de 2024)
  • Companhia Nacional de Abastecimento (Conab): R$ 1,918 bilhões (contra R$ 1,637 bilhões de 2024)
  • Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra):  R$ 2,727 bilhões (contra R$ 2,694 bilhões de 2024)
  • Seguro Rural: R$ 1,07 bilhão (contra R$ 1,07 bilhão de 2024)

Para David Télio, diretor de novas estruturas financeiras da TerraMagna, uma das principais fintechs do agro da América Latina, o setor aguarda um volume de recursos para o próximo Plano Safra, considerando uma Selic acima de 14% em julho de 2025.

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“Estes recursos não serão suficientes e o agro vai depender muito mais do mercado de crédito privado, mesmo que mais caro, porém sem recursos não há como plantar. Os bancos e o mercado de capitais serão os protagonistas para o crédito da próxima safra”, vê.

Segundo Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, os números apresentados para o setor foram interessantes, com exceção para o seguro rural.

“Os valores para o setor estão sujeitos a contingenciamento. Se algum gasto acelerar ou alguma receita se frustrar, o governo pode ter que obstruir algum recurso. Na parte do seguro rural, foi disponibilizado pouco mais de R$ 1 bilhão, enquanto o setor defendia R$ 4 bilhões, algo que não tem espaço no orçamento. O ministro Carlos Fávaro e a senadora Tereza Cristina querem que esse valor chegue a R$ 2 bilhões, o que seria uma boa notícia”.

Apesar da possibilidade de contingenciamento, Serigati reforça que há espaço para crédito extraordinário.

Quanto ao Plano Safra, foram reservados R$ 15 bilhões no orçamento para bancar as subvenções do programa, um valor considerado insuficiente, dado o momento atual, e que não deve ser usado em sua totalidade para o programa.

 

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