‘Dia da Libertação’ fez S&P 500 perder US$ 1,7 trilhão no início das negociações; tecnologia e varejo lideram as perdas

Aproximadamente US$ 1,7 trilhão foi apagado do índice S&P 500 no início das negociações desta quinta-feira (3), em meio a preocupações de que a nova rodada de tarifas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa jogar o país em uma recessão.

O próprio índice recuava 4,12% por volta das 11h45. Dow Jones e Nasdaq também registravam perdas de 3,64% e 5,40%, respectivamente, no mesmo horário. Acompanhe aqui a cobertura de mercados.

Quem lidera as perdas são empresas de tecnologia e varejo, mais especificamente aquelas cujas cadeias de suprimentos dependem fortemente da manufatura no exterior.

A Apple, por exemplo, fabrica a maioria de seus dispositivos na China — lembrando que os EUA são o maior mercado da fabricante do iPhone. Na abertura, os papéis da empresa chegaram a cair cerca de 8%.

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Empresas de semicondutores e outros produtos industriais também sofreram um baque. O Índice de Semicondutores da Filadélfia caiu quase 6%, com a Nvidia, Broadcom e Micron Technology recuando mais de 5%.

A também Apple liderou as quedas entre as ações das Sete Magníficas, o grupo de empresas mais valiosas do planeta, que inclui Tesla, Microsoft, Nvidia, Alphabet, Amazon e Meta Platforms — e que foi responsável por grande parte dos ganhos do mercado de ações dos EUA nos últimos dois anos.

S&P 500 afunda com tecnologia e varejo

Quem também perde são as varejistas Nike e a Lululemon, ambas fabricantes de vestuário de academia com parques fabris no Vietnã, caindo cerca de 10% na manhã de hoje.

Poucas ações nos EUA escaparam ilesas, com o índice de referência a caminho de seu maior declínio desde 2022.

Aproximadamente 70% das empresas no S&P 500 estavam sendo negociadas em baixa às 9h35 da manhã em Nova York, com quase metade de suas 500 ações em queda de pelo menos 2%.

A amplitude e a severidade das taxas superaram aquelas impostas por Trump durante seu primeiro mandato, ameaçando perturbar as cadeias de suprimentos globais, exacerbar uma desaceleração econômica e impulsionar a inflação.

Ainda, o anúncio deixou os investidores preocupados em como as taxas impactaram os lucros corporativos. Se a Apple, por exemplo, absorvesse o aumento nos custos como resultado das tarifas sobre a China, a margem bruta da fabricante do iPhone poderia sofrer um impacto de até 9%, disseram analistas do Citigroup liderados por Atif Malik, em entrevista à Bloomberg internacional.

*Com iformações da Bloomberg

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