10 projetos de mulheres incríveis que estão mudando o Rock internacional

Nova Twins, Ecca Vandal e Kittie estão entre projetos do Rock internacional liderados por mulheres que você precisa conhecer
Fotos via Divulgação

Março foi o mês das mulheres, mas a realidade é que não há hora pra celebrar o papel que as mulheres têm na história do Rock – especialmente em tempos modernos, com alguns dos melhores trabalhos do gênero pesado nos últimos anos tendo vindo de bandas lideradas por mulheres ou projetos totalmente femininos.

Entre artistas solo e grupos, alguns nomes vêm se destacando por inúmeros motivos. A originalidade, por exemplo, é uma marca registrada de nomes como Ecca Vandal e Scene Queen, além do já conhecido BABYMETAL. Por outro lado, o talento de sobra de vocalistas como Courtney LaPlante e Tatiana Shmayluk é pedra fundamental do sucesso de Spiritbox e Jinjer, respectivamente.

O fato é que não faltam exemplos hoje em dia de como o Rock está em boas mãos quando liderado por mulheres: de Emily Armstrong no Linkin Park até a reunião do Kittie, estes grupos estão reescrevendo a história do Rock internacional e você precisa conhecê-los – ou dar a devida atenção – o mais rápido possível.

Confira a seguir e não deixe também de mergulhar no trabalho das mulheres que comandam o underground brasileiro com esta outra lista que fizemos por aqui.

10 projetos de mulheres incríveis no Rock que você precisa conhecer

Spiritbox

Para fãs de: Metalcore

Se você acompanha o TMDQA! há algum tempo, certamente já deve ter visto o Spiritbox por aqui. A banda liderada por Courtney LaPlante tem algum tempo de estrada, mas fez muito barulho quando lançou seu disco de estreia Eternal Blue e voltou mais afiada do que nunca em 2025.

O momento é perfeito para conhecer o trabalho do grupo, já que eles acabaram de lançar o novo álbum Tsunami Sea, que tem tudo para ser um dos mais elogiados do ano.

Against Me!

Para fãs de: Punk Rock

Outra banda que é figurinha carimbada aqui do TMDQA!, o Against Me! tem uma longa história na cena Punk. No entanto, a transição de gênero de Laura Jane Grace foi marcante e deu início a uma nova era da carreira do grupo, além de abrir caminhos para uma prolífica carreira solo da vocalista e guitarrista.

Laura também se tornou um ícone da contracultura, com posicionamentos fortes sobre questões políticas envolvendo os EUA, especialmente durante os governos de Donald Trump.

Ecca Vandal

Para fãs de: Punk Rock / Rock Alternativo

A australiana Ecca Vandal tem suas origens mais ligadas ao Hip Hop, mas o grande segredo de seu sucesso recente está na forma como ela conseguiu conectar essas raízes com o Punk Rock.

Em seu disco de estreia, lançado em 2017, Ecca conseguiu reunir ícones como Dennis Lyxzén (Refused) e Jason Aalon Butler (Fever 333), e os novos singles, como “CRUISING TO SELF SOOTHE”, indicam que ela está encontrando cada vez mais uma identidade própria irresistível.

Jinjer

Para fãs de: Metal Progressivo / Metalcore

Com suas origens lá nos Anos 2000, o Jinjer é outro exemplo de banda que ganhou notoriedade um pouco mais tarde do que deveria. Muito do sucesso é graças ao trabalho excepcional da vocalista Tatiana Shmayluk, que ajuda a guiar as criativas partes instrumentais com seus vocais igualmente melódicos e agressivos.

O disco Wallflowers, de 2021, ajudou a impulsionar o grupo a um nível maior de fama, e agora em Fevereiro a banda ucraniana divulgou o aguardado Duél, apostando ainda mais na sonoridade Prog e encontrando novas camadas de sua sonoridade.

BABYMETAL

Para fãs de: Power Metal / Metalcore

Não dá para falar de inovação na cena pesada atual sem citar o BABYMETAL. A banda japonesa é tão única que praticamente deu origem a um novo subgênero do Metal, chamado de Kawaii Metal em referência à cultura “fofa” – aqui representada pelas três integrantes da banda, cujas vozes suaves contrastam com o instrumental de fazer inveja em muito grupo extremo por aí.

Ainda que músicas como “Gimme Chocolate!!” tenham um teor mais cômico, o BABYMETAL tem ficado cada vez mais sério em suas composições nos últimos anos e o resultado não poderia ser melhor.

Kittie

Para fãs de: Metal Alternativo / Nu Metal

Quem viveu a cena alternativa nos Anos 90 provavelmente já conhece o Kittie, banda canadense liderada pelas irmãs Morgan e Mercedes Lander. Mas, se a ideia é apresentar novidades, por que voltar tanto no passado? Simples: desde 2022, a banda voltou à ativa e encontrou uma ótima nova fórmula.

Isso foi consagrado no álbum Fire, de 2024, o primeiro do Kittie em 13 anos e uma prova cabal de que elas foram capazes de se adequar à nova cena sem perder a essência que tornou o grupo especial com sucessos como “Brackish”.

Linkin Park

Para fãs de: Nu Metal

O Linkin Park dispensa apresentações, e justamente por isso, Emily Armstrong teve um desafio gigantesco pela frente. Afinal de contas, o legado de Chester Bennington com sua banda é irretocável – e o LP acertou em cheio ao não buscar substitui-lo por alguém que fizesse o mesmo.

Desde que chegou à banda e com o disco From Zero, Armstrong tem sido uma nova vida fazendo par com Mike Shinoda. A fórmula deu muito certo, com músicas como “Two Faced” e a recém-lançada “Up From the Bottom” soando como clássicos instantâneos e recolocando o Rock no mapa de muita gente.

Nova Twins

Para fãs de: Rap Rock / Punk Rock

Você pode até ser descolado, mas você dificilmente vai ser tão cool quanto as Nova Twins. A dupla formada por Amy Love e Georgia South é a grande prova de que o Rap Rock, um gênero tão comum nos Anos 2000, ainda tem muito a ser explorado.

Elas já conquistaram muita coisa com os discos Who Are the Girls? (2020) e Supernova (2022), e 2025 começou quentíssimo com os singles “Monsters” e “Soprano”, que irão integrar o álbum Parasites & Butterflies. A sonoridade amadureceu ainda mais e tem tudo para ser um dos discos fundamentais do ano!

Poppy

Para fãs de: Metalcore / Pop Rock

Poppy tem uma das histórias mais curiosas da indústria da música atualmente. Com seu início de carreira voltado à música Pop e com grande foco no YouTube, a cantora viu sua trajetória mudar completamente com o lançamento do seu segundo disco, Am I a Girl? (2018), no qual ela ousou experimentar com uma sonoridade mais pesada.

A receita deu certo e o álbum seguinte, I Disagree (2020), já se enveredou completamente por esse caminho. Em 2024, veio uma parceria certeira com Jordan Fish (ex-Bring Me The Horizon), que ajudou a cantora a encontrar uma sonoridade própria, tão pesada quanto radiofônica, no aclamado Negative Spaces. Vale conhecer!

Scene Queen

Para fãs de: Metal Experimental

Para fechar com chave de ouro, precisamos falar de uma das artistas mais polêmicas do momento. Scene Queen tem um trabalho repleto de sarcasmo, sem medo de apontar dedos para as hipocrisias que permeiam a cena predominantemente masculina do Rock e Metal há muito tempo.

Ela faz isso enquanto experimenta com sonoridades absurdas, com músicas indo do Country ao Death Metal e do Pop ao Metal Alternativo. O disco de estreia, Hot Singles in Your Area, já fez bastante barulho ao dar um tom bem-humorado a críticas fortes e incisivas.

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