Ibovespa fecha em leve alta com ajuda de NY; dólar sobe a R$ 5,69 com tarifas de Trump no radar

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o ‘sobe e desce’ de Wall Street, em meio à expectativa do anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 131.190,34 pontos, com leve alta de 0,03%.

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,6967, com recuo de 0,25%. 

No cenário doméstico, os investidores acompanharam declarações de autoridades do governo e do Banco Central em evento dos 60 anos da autarquia.

Em destaque, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o trabalho para desobstruir os canais de transmissão da política monetária para a economia no Brasil não envolve uma “bala de prata” e vai demandar uma série de reformas longas. 

Também durante o evento, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o anúncio de tarifas dos Estados Unidos preocupa o Executivo. Por outro lado, ela disse que o governo está “calmo, porque sabe usar a diplomacia para lidar com momentos como estes”.

Entre os dados, a produção industrial teve recuo de 0,1% em fevereiro na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das expectativas.

Altas e quedas no Ibovespa 

Na ponta positiva do Ibovespa, GPA (PCAR3) voltou a liderar os ganhos da sessão com disparada de mais de 24% das ações durante o pregão, ainda com a expectativa de mudanças no conselho da companhia.

No início da semana, o Saint German, fundo de investimento controlado por Nelson Tanure e acionista minoritário da varejista, solicitou a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para promover trocas no alto escalão. O Pão de Açúcar informou em fato relevante que irá convocar a AGE dentro do prazo legal.

Na ponta negativa, CSN (CSNA3) liderou as perdas. Cogna (COGN3) também figurou entre as maiores quedas, em reação ao ‘Cogna Day’ — encontro anual dos executivos da empresa com analistas e investidores. Brava Energia (BRAV3) e Prio (PRIO3) caíram após o Goldman Sachs rebaixar as recomendações para as ações.

Entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3) encerraram a sessão próximas da estabilidade, na expectativa de alguma taxação sobre o Brasil. Vale lembrar que o principal produto brasileiro exportado aos EUA é o petróleo.

Exterior 

Nos Estados Unidos, os investidores operaram em compasso de espera pelas tarifas recíprocas, que devem entrar em vigor imediatamente após o anúncio — previsto para acontecer ainda hoje (2).

Novos dados do mercado de trabalho também movimentaram o pregão. De acordo com o relatório ADP, 155.000 empregos foram abertos no setor privado em março, depois de 84.000 em fevereiro. Os economistas consultados pela Reuters previam a abertura de 115.000 vagas.

Além disso, rumores de saída de Elon Musk do governo Trump impulsionaram as ações da Tesla (TSLA). Segundo o portal Politico, Trump e Musk decidiram nos últimos dias que o CEO da companhia de veículos elétricos e da SpaceX retornará em breve aos seus negócios, mas não informaram uma data específica.

O bilionário chamou a notícia de “fake news” e compartilhou a publicação da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que já havia negado a informação, na rede social X (antigo Twitter).

Confira o fechamento dos índices de Nova York: 

  • Dow Jones: -0,03%, aos 41.989,96 pontos;
  • S&P 500: +0,38%, aos 5.633,07 pontos;
  • Nasdaq: +0,87%, aos 17.449,89 pontos.

*Com informações de Reuters

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