Pão de Açúcar (PCAR3): O que está por trás da disparada de 8% nesta quarta (2)?

As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) assumiram a dianteira do Ibovespa (IBOV) na sessão desta quarta-feira (2), com a destituição do conselho de administração ainda no radar.

Tudo começou no início desta semana, quando o Saint German, fundo de investimento controlado pelo empresário Nelson Tanure, solicitou a convocação de uma assembleia geral extraordinária visando promover trocas no alto escalão.

  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O objetivo é destituir o atual conselho de administração da companhia e eleger novos membros, incluindo executivos indicados por Tanure.

Nesta terça-feira (1), o GPA informou que as propostas receberam apoio dos acionistas Casino Guichard-Perrachon e Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira.

Por volta de 11h40 (horário de Brasília), as ações da companhia disparavam 8,25%, a R$ 3,28. Acompanhe o tempo real.

A companhia recebeu cartas de ambos os acionistas manifestando “seu apoio ao pedido de convocação de assembleia geral extraordinária da companhia e às propostas apresentadas por Saint German Fundo de Investimento Financeiro Multimercado”, conforme fato relevante enviado ao mercado.

O Casino é controlador indireto de 22,5% das ações emitidas pela companhia, enquanto Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira é detentor de cerca de 5,50% do capital social do GPA, conforme cartas anexadas ao fato relevante.

O objetivo de Nelson Tanure

O empresário Nelson Tanure é reconhecido pela sua atuação ativa nas companhias em que é acionista. Segundo nota, ele acredita que a maximização do valor e do retorno aos acionistas deve ser o objetivo central do Grupo Pão de Açúcar e vislumbra potencial nesta direção.

A proposta é baseada em três pilares, sendo o primeiro deles a redução do nível de endividamento da companhia, incluindo a venda de ativos não atrelados a atividade principal, além da reavaliação e priorização dos investimentos a serem efetuados, além da otimização do capital de giro.

“O foco em um balanço sólido permitirá que a Companhia tenha mais flexibilidade em suas operações e uma maior capacidade de crescimento”, afirma Tanure.

O segundo pilar tem como foco endereçar e reduzir potenciais contingências legais, fiscais e trabalhistas. Já o terceiro consiste na redução de custos e despesas, garantindo a qualidade do atendimento e serviços aos clientes.

Segundo o fundo controlado pelo empresário, a sustentabilidade financeira da varejista “depende diretamente da sua capacidade de gerenciar e reduzir suas obrigações financeiras”.

No fim do quarto trimestre de 2024, o Pão de Açúcar reportou uma dívida líquida de R$ 1,3 bilhão, com uma alavancagem de 1,6 vez.

*Com Seu Dinheiro 

Adicionar aos favoritos o Link permanente.