Tesla (TSLA; TSLA34) tomba mais de 6% com relatório trimestral

No “Dia da Libertação”, a  Tesla (TSLA)  é um dos destaques negativos em Wall Street, em reação ao relatório trimestral da companhia sobre a entrega de veículos. 

Por volta de 11h (horário de Brasília), os papéis negociados em Nova York, TSLA, registravam baixa de 2,13%, a US$ 262,74. Nos primeiros minutos de negociações, as ações chegaram a cair 6,40%. os recibos de ações (BRDs) da Tesla negociados na B3, sob o ticker TSLA34, operavam em queda de 1,43%, a R$ 46,82.

Na véspera, TSLA caiu mais de 7%, depois de registrar o pior desempenho trimestral desde 2022. No ano, a companhia acumula baixa de mais de 35% e, até agora, a já perdeu US$ 460 bilhões em valor de mercado. 

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Tesla: queda nas entregas trimestrais

Segundo a Tesla, a empresa entregou 336,7 mil veículos no primeiro trimestre de 2025 (1T25), uma queda de 13% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado veio pior que o esperado. 

O mercado projetava a venda de cerca de 373 mil veículos no período de janeiro a março, de acordo com uma média de 15 estimativas de analistas compilada pela Visible Alpha. Isso representaria uma queda de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa vendeu 386.810 veículos.

No período, a companhia produziu 362,6 automóveis ante 433,4 produzidos no primeiro trimestre de 2024.

Alguns dos motivos para a queda na entrega e na produção dos veículos é a concorrência acirrada no segmento de veículos elétricos e a entrada de Musk na equipe de governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Em 15 países europeus, por exemplo, a participação de mercado da Tesla caiu para 9,3% no primeiro trimestre, de 17,9% no mesmo período do ano anterior, de acordo com dados rastreados pelo EU-EVs.com. 

Na China, a empresa de Elon Musk vendeu 78.828 veículos em março, caindo 11,5% na base anual, de acordo com dados recentes da China Passenger Car Association. 

Por lá, a Tesla está enfrentando uma competição crescente na região de concorrentes como a BYD.

Além disso, a companhia enfrentou uma série de protestos conhecidos por “Tesla Takedown”. As manifestações em países como Alemanha e Finlândia ampliaram as críticas contra Musk nos EUA. 

Depois de injetar bilhões na campanha eleitoral de Trump, Elon Musk passou a liderar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), provendo demissões em massa de funcionários públicos e corte de iniciativas humanitárias.

*Com informações de CNBC e Reuters 

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