Policial da Core morto na Grota Funda receberia promoção por bravura; ato saiu no dia do enterro dele


João Pedro Marquini foi ferido em confronto com criminosos em Seropédica em abril do ano passado. Não foi uma homenagem póstuma, mas uma coincidência de datas. Policial da Core atacado por bandidos foi morto com cinco tiros de fuzil
O policial civil João Pedro Marquini Santana, morto a tiros de fuzil no último domingo (30) ao tentar reagir a um assalto na Grota Funda, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, receberia uma promoção por bravura, em referência a um confronto em que saiu ferido, há 1 ano.
Não foi uma homenagem póstuma ao agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a tropa de elite da instituição: o ato que o tornava comissário é datado da última sexta-feira (28) e foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (1º), no dia de seu enterro.
Em 3 de abril de 2024, Marquini estava em apoio a uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) em Seropédica, na Baixada Fluminense. Dois agentes foram baleados. Marquini também foi atingido, mas o colete o salvou.
É praxe nas forças de segurança promover agentes alvejados em serviço. O ato de bravura está previsto na Lei Complementar 204/2022, que permite promoções em casos de risco extremo assumido no cumprimento do dever.
O g1 apurou que a reunião que selou a promoção de Marquini e outros 6 colegas foi em fevereiro deste ano. Para valer, era necessário um ato do secretário de Polícia Civil, Felipe Curi. O documento foi assinado na sexta (28), mas só saiu em Diário Oficial 4 dias depois.
Nesse intervalo, Marquini foi fuzilado por bandidos, e seu corpo, enterrado.
O agente era inspetor e passaria a comissário, ganhando 20% de aumento. O salário vira pensão para a família. Marquini deixou a esposa, a juíza Tula Mello, e 3 filhos.
O policial João Pedro Marquini
Reprodução/TV Globo
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