Eletrobras (ELET3) consegue fim da obrigação de investimento na usina Angra 3

A Eletrobras (ELET3) assinou a rescisão de obrigação de investimento na usina nuclear Angra 3, como parte do acordo que firmou com o governo para encerrar um entrave que corria desde a privatização da gigante do setor elétrico, mostra fato relevante enviado ao mercado nesta sexta-feira (28).

As partes chegaram a um acordo para encerrar a disputa no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o limite de poder de voto na companhia. O governo passou a ter representatividade em conselhos da Eletrobras, podendo indicar até três nomes.

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Atualmente em construção, a Angra 3 é a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA). A Eletrobras — na condição de acionista da operadora das usinas, a Eletronuclear, com 35,9% das ações — tinha previsto em acordo de investimento aportes para a obra.

No entanto, como já era amplamente esperado pelo mercado, a companhia conseguiu rescindir o acordo.

A Eletrobras informou ainda que irá convocar para 29 de abril a assembleia geral extraordinária de acionistas que deliberará o acordo com a União, que deverá ser submetido posteriormente à homologação do STF.

Guido Mantega no conselho da Eletrobras?

O governo Federal já está realizando suas movimentações após o acordo. Segundo apuração da Reuters, houve indicação do ex-ministro da Fazenda de Dilma RousseffGuido Mantega, para o conselho fiscal da Eletrobras.

Mantega é especulado em conselhos e empresas desde o início do governo. Houve rumores de que ele poderia ocupar cargos na Vale (VALE3) e na Braskem (BKRM5).

Além dele, também foram indicados Silas Rondeau, Maurício Tolmasquim e Nelson Hubner para o conselho de administração da Eletrobras.

Os nomes precisam ser submetidos, junto aos indicados por outros acionistas da companhia, à aprovação na próxima assembleia ordinária da Eletrobras.

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