Ovos e combustíveis impactam a inflação de março de 2025, com alta de 0,64%, aponta IBGE

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Em março de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou uma alta de 0,64%.

A pesquisa, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, 27, revelou que o acumulado em 12 meses ficou em 5,26%, refletindo o impacto contínuo da inflação na vida dos consumidores.

Além disso, o IPCA-E, que considera o período de janeiro a março, registrou uma variação de 1,99%.

Embora essa variação tenha ficado abaixo da expectativa de 0,7% prevista pela pesquisa da Reuters, ela ainda representa uma pressão considerável sobre os preços no Brasil.

Ovos e combustíveis impactam a inflação

Dentre os itens que mais contribuíram para essa alta, os alimentos e bebidas se destacaram, com uma alta de 1,09%. com uma alta de 1,09%, especialmente com os aumentos expressivos no preço dos ovos de galinha, que subiram 19,44%, e outros produtos essenciais como o tomate e o café moído.

Comparado com março de 2024, quando a variação do IPCA-15 foi de apenas 0,36%, o aumento de março de 2025 evidencia uma inflação mais forte, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

Outros alimentos que impactaram a inflação foram o tomate (12,57%), o café moído (8,53%) e as frutas (1,96%).

Além disso, os transportes também exerceram grande influência sobre o índice, com alta de 0,92%.

Entre os combustíveis, o diesel teve aumento de 2,77%, o etanol subiu 2,17%, e a gasolina teve alta de 1,83%, com a gasolina sendo o item de maior impacto individual no mês, com 0,10 p.p.

Menor alta em habitação e setores menos impactados

O grupo Habitação desacelerou sua alta de 4,34% em fevereiro para apenas 0,37% em março, refletindo a redução de custos com a energia elétrica e gás.

No entanto, o gás encanado teve queda de 0,51% devido a reajustes tarifários regionais.

Outros grupos, como Despesas Pessoais (0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,35%) e Comunicação (0,32%), apresentaram aumentos mais moderados.

O setor de vestuário, educação e artigos de residência registrou pequenas variações, com destaque para o aumento de 0,28% em vestuário.

Impactos regionais da inflação

Regionalmente, todas as áreas analisadas apresentaram aumento de preços. Curitiba foi a cidade com maior variação, registrando 1,12%, devido aos aumentos significativos na gasolina e no etanol.

Fortaleza teve o menor índice, com apenas 0,34%, refletindo uma queda nos preços da energia elétrica e da gasolina.

O resultado de março mostra que a inflação segue pressionada, com os preços de alimentos e combustíveis se mantendo entre os principais responsáveis pela alta no índice.

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