Vale (VALE3) agora é compra para Safra; veja potencial

A Vale (VALE3), aos poucos, retoma a confiança do mercado após um 2024 para esquecer. No quarto trimestre, a companhia fez um agrado aos investidores ao pagar dividendos extraordinários.

Além disso, desde a chegada de Gustavo Pimenta em outubro no CEO, a companhia tirou vários esqueletos do armário, como o acordo de Marina e os problemas com a concessão de ferrovias.

Para o Safra, diante disso tudo, é hora de comprar. Os analistas elevaram o preço-alvo de R$ 68 para R$ 72, potencial de cerca de 30% ante o fechamento desda quinta-feira.

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Eles argumentam que a mineradora faz a lição de casa, com controle de custos e foco em aumentar a qualidade do ferro que vende, o que pode ajudar a diminuir o impacto da queda dos preços do minério de ferro.

“Vemos um cenário mais positivo para a produção e custos da empresa, que, juntamente com prêmios de minério de ferro potencialmente mais altos, poderiam compensar os preços mais fracos do minério de ferro – que foram a principal razão para nosso downgrade em dezembro passado”.

Vale: Casa arrumada

De acordo com o Safra, dentro de casa a Vale tem feito o seu papel. O banco acredita que as fortes entregas em produção e custo devem continuar em 2025, à medida que a aceleração das operações em toda a empresa abre caminho para números sequencialmente melhores e um mix de vendas potencialmente mais rico.

Ademais, a empresa negocia com um desconto de 30% no EV/Ebitda (valor da empresa sobre resultado operacional) em relação aos concorrentes com base no consenso da Bloomberg.

“Achamos que os rendimentos superiores podem levar a uma reavaliação dos múltiplos da empresa em direção à nossa suposição de desconto justo de 20%”.

E embora os dividendos extraordinários adicionais possam ser prejudicados por uma dívida líquida expandida acima de US$ 15 bilhões até o final de 2027, “os comentários mais recentes da gestão sobre o tópico nos deixaram mais otimistas de que mais retornos aos acionista podem se materializar se os preços do minério de ferro permanecerem altos”.

Mas e a China?

Na China, o Safra está pessimista. Os analistas veem um minério de ferro abaixo de US$ 90 puxado pela fraca demanda. Eles ainda não enxergam sinais de melhora no combalido setor imobiliário do país.

“A mudança da China para um novo modelo de crescimento baseado no consumo apresenta desafios adicionais para uma recuperação nos gastos com infraestrutura, enquanto o aumento da oferta proveniente de novos projetos (por exemplo, projetos da Vale e Simandou) e da Austrália (considerando a retomada dos níveis de produção normalizados após o recente ciclone) deve enfraquecer o equilíbrio de oferta e demanda”, diz.

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Apesar disso, nem tudo está perdido. Está marcado para o próximo dia 5 de março o resultado da reunião do Congresso Nacional do Povo (NPC) que irá definir as prioridades econômicas do país.

“Embora os formuladores de políticas provavelmente se concentrem no consumo, achamos que os investidores podem escolher a Vale para transmitir uma mensagem otimista devido às suas valuations descontadas”

Algumas decisões podem agradar aos mercados, a saber:

  1. uma meta de crescimento do PIB de 5% para 2025, enquanto o consenso estima um crescimento de 4,5% para a economia no ano;
  2. um déficit fiscal de 4% do PIB;
  3. diretrizes para a reforma do lado da oferta 2.0 no aço; e
  4. uma abordagem mais abrangente para o setor imobiliário.
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