The Offspring: um ranking do pior ao melhor disco

The Offspring lança
Foto por Daveed Benito

Com mais de 40 anos de carreira e 11 álbuns lançados, não resta dúvidas que o The Offspring é uma das bandas mais importantes do punk rock, especialmente na transição do som clássico e cru do estilo para uma sonoridade moderna, conquistando fãs mais jovens.

O grupo liderado por Dexter Holland virá ao Brasil em março de 2025 acompanhado de nomes como Sublime, Rise Against e The Damned, e com certeza não vão faltar hits como “The Kids Aren’t Alright”, “Come Out and Play” e “Self Esteem”.

Mas para quem está afim de curtir o show do início ao fim, cantando cada letra e vibrando com os riffs do guitarrista Noodles, que tal conhecer a discografia completa da banda?

O TMDQA! preparou o tradicional ranking “do pior ao melhor” para contar a história por trás de cada um dos álbuns do Offspring, e entender como eles evoluíram do “do it yourself” para incorporar influências do hardcore, do surf rock e do rock alternativo.

The Offspring no Brasil em 2025

A passagem do The Offspring pelo Brasil será entre os dias 5 e 11 de março, quando a banda vai se apresentar em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Os ingressos já estão à venda no site da Eventim.

Para aquecer os motores, confira abaixo um ranking com toda a discografia da banda! Você mudaria alguma posição escolhida pelos nossos editores?

Um ranking do pior ao melhor disco do The Offspring

11. The Offspring (1989)

Seis anos depois de fundar a banda na garagem de casa, Noodles conseguiu reunir a formação perfeita para gravar o álbum de estreia do Offspring, mas ainda pela gravadora independente Nemesis Records e com um espírito 100% DIY, com produção modesta e fortes raízes no hardcore californiano.

O disco autointitulado rendeu a primeira turnê da banda pelos EUA e faixas como “Jennifer Lost The War” e “Blackball” tiveram boa reprodução nas rádios locais, mas foram ofuscadas pelos sucessos dos álbuns seguintes e não costumam ganhar muita atenção dos fãs hoje em dia.

10. Days Go By (2012)

Do disco de estreia, pulamos direto para um dos álbuns mais recentes do Offspring! Em 2012 eles já estavam consolidados entre as maiores bandas do planeta, tanto que precisaram encontrar espaço entre uma turnê no Japão e outra na Inglaterra para gravar material novo… no Havaí.

Days Go By mostrou o grupo revisitando suas raízes enquanto experimentava sons inspirados por essa experiência global. O álbum dividiu opiniões entre os fãs, mas músicas como “Turning into You”, “Cruising California (Bumpin’ in My Trunk)” e a faixa-título mostraram que os caras sabiam como se manter relevantes no século 21.

9. Ignition (1992)

Curiosamente, na época de lançamento de Days Go By a banda estava tocando ao vivo todas as faixas de Ignition para celebrar 20 anos de seu segundo álbum de estúdio. Ele se tornou um clássico por representar o punk californiano numa época em que o grunge tomava conta da cena no oeste dos EUA.

Neste disco, o Offspring amadureceu seu som com letras mais trabalhadas e riffs potentes, e a produção de Thom Wilson deu um toque mais polido às faixas, como “Kick Him When He’s Down” e “Dirty Magic”. Foi o início da ascensão da banda no cenário alternativo.

8. Let the Bad Times Roll (2021)

Dexter Holland e companhia precisaram de nove anos para lançar o sucessor de Days Go By, marcando o maior hiato da banda entre um disco e outro. Nesse período, eles precisaram absorver várias mudanças políticas e sociais nos Estados Unidos, o que resultou num dos álbuns mais engajados do grupo.

Let the Bad Times Roll marcou o último disco com o baterista Pete Parada, e o primeiro com o baixista Todd Morse. Essas mudanças de integrantes geraram um som diferente para a banda, e músicas como “Gone Away” e “Coming for You” resgataram a energia e o humor ácido que conquistou os fãs nos anos 1990.

7. Rise and Fall, Rage and Grace (2008)

Com “um punhado de demos na mão”, como disse Dexter Holland, e a inédita “Hammerhead” fazendo sucesso nos shows da banda, o Offspring decidiu voltar ao estúdio em 2007 para gravar seu oitavo disco. O segundo single escolhido para o trabalho foi “You’re Gonna Go Far, Kid”, que liderou a parada Hot Modern Rock Tracks por 11 semanas, um recorde para o grupo.

Mas apesar do sucesso dos singles, o disco Rise and Fall, Rage and Grace não é muito coeso, e a pegada mais melódica e emocional do disco, apesar de demonstrar maturidade, não agradou os fãs das antigas.

6. Supercharged (2024)

Na onda de nostalgia musical que estamos vivendo atualmente, o The Offspring surfou muito bem! O disco mais recente dos caras, lançado no ano passado, é uma verdadeira celebração das raízes do punk rock, mas com um toque moderno para falar sobre questões como a crise climática e a revolução digital.

Em entrevista a uma rádio do Brasil em 2022, Holland disse que a banda “odiou” ficar parada durante os anos de pandemia, e queria voltar com uma série de lições aprendidas durante esse período difícil. Supercharged foi uma bela adição à discografia com ótimos singles como “Make It All Right”, “Light It Up” e a homenagem a nós, “Come to Brazil”.

5. Splinter (2003)

Para abrir o Top 5 de melhores discos do The Offspring, vamos voltar um título na discografia da banda, para o sétimo álbum de estúdio lançado em 2003. O grupo precisou recolher os cacos após a saída do baterista Ron Welty, que estava desde o primeiro disco, mas eles encontraram ninguém menos que Josh Freese (atualmente no Foo Fighters) para o posto.

Splinter é um dos álbuns mais pesados e introspectivos da banda, e músicas como “Hit That” e “(Can’t Get My) Head Around You” falam sobre o cansaço de manter o sucesso após tantos anos de estrada. O disco também tem experimentações com ska, músicas cômicas e até alguns grooves de funk rock.

4. Ixnay on the Hombre (1997)

Era o quarto álbum da carreira do Offspring, mas o primeiro a vir acompanhado de uma pressão gigantesca do mercado e dos fãs, já que a banda havia explodido no mainstream com o disco anterior, Smash. Mas Ixnay on the Hombre chegou para mostrar que o grupo californiano estava disposto a experimentar!

Apesar de não repetir o impacto comercial, o disco trouxe faixas marcantes como “Gone Away”, “All I Want” e “I Choose”, que têm uma pegada mais sombria e crítica abordando temas como perda e desilusão, e por isso mesmo se tornaram favoritas dos fãs. O título do álbum em espanhol pode ser traduzido para algo como “Proibido, cara”.

3. Conspiracy of One (2000)

O primeiro álbum lançado no século 21 consolidou o The Offspring no mainstream com hits como “Million Miles Away”, “Original Prankster” e “Want You Bad”, que têm raízes no hardcore mas também abre as portas para o rock alternativo que tomava conta das rádios naquela virada de milênio.

Embora alguns fãs antigos tenham considerado à época que a banda “se vendeu”, Conspiracy of One envelheceu muito bem e se tornou um dos mais representativos da carreira do grupo. Eles ainda lançaram o single “Defy You” gratuitamente na internet, mostrando que estavam atentos às mudanças na indústria musical.

2. Americana (1998)

Agora sim chegamos aos dois álbuns totalmente inquestionáveis da discografia do Offspring, e a posição de “favorito” depende muito do gosto pessoal de cada fã. Colocaremos Americana em segundo lugar, embora ele tenha marcado o ápice do sucesso comercial da banda.

Faixas como “Pretty Fly (For a White Guy)”, “The Kids Aren’t Alright” e “Why Don’t You Get a Job?” viraram hinos, não apenas pela irreverência das letras, mas também pelos riffs grudentos e batidas dançantes. Lançado em 1998, o álbum capturou o espírito de uma geração ao abordar de forma sarcástica temas como a alienação cultural, e atualmente já vendeu mais de 10 milhões de cópias ao redor do mundo.

1. Smash (1994)

Escolhemos Smash para o primeiro lugar porque o álbum foi um verdadeiro divisor de águas não só na carreira do The Offspring, mas no próprio punk rock dos anos 1990. Lançado de forma independente pela Epitaph Records, o disco surpreendeu ao vender mais de 11 milhões de cópias, sendo até hoje o disco independente mais vendido de todos os tempos.

É um álbum bom do início ao fim, recheado de hits como “Come Out and Play”, “Self Esteem” e “Gotta Get Away”, que capturaram a essência rebelde do punk, mas trazendo uma produção refinada que levou a sonoridade a um novo patamar. Junto com Dookie do Green Day, dá pra dizer que Smash foi o responsável pelo sucesso global de toda uma leva de bandas como Rancid, NOFX e Pennywise. Clássico supremo!

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