Banco do Brasil (BBAS3): BofA calcula dividendos e potencial de alta; veja se vale a pena

O Bank of America (BofA) revisou a tese de Banco do Brasil (BBAS3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre, com preço-alvo de R$ 31, antes em R$ 29, e recomendação neutra. O potencial de alta é de 10%.

“A avaliação permanece descontada e o dividend yield alto (9% em 25E)”.

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Os analistas também aumentaram a projeção de lucro de R$ 38 bilhões para R$ 39 bilhões, ou para o ponto médio da faixa de orientação (guidance) de R$ 37 bilhões a 41 bilhões. O número sugere um crescimento de 3% nos lucros, abaixo dos 7% em 24.

“O BB forneceu orientação confiável ao longo dos anos, dando-nos confiança para ajustar nossas estimativas. Desde 2017, o banco entregou lucro líquido em linha com ou acima da orientação 100% do tempo”.

Apesar disso, o banco deve ficar atrás do crescimento dos bancos privados. É esperado que o Itaú (ITUB4) registre um crescimento de 9% e o Bradesco (BBDC4) de 14%.

Esse crescimento menor da estatal se deve principalmente a:

  1. geração mais fraca de receita de tarifas; e
  2. maior custo de risco, já que o Banco do Brasil é o mais impactado pela implementação da Resolução CMN 4.966

“Em uma nota positiva, o NIM (margem líquida de juros) deve permanecer resiliente, apoiado pela reprecificação das taxas de empréstimo, maiores ganhos de tesouraria e custos de financiamento estáveis”, diz.

O BofA prevê que o Banco do Brasil registrará um CAGR (taxa de crescimento anual composto) de EPS de 4% até 27, significativamente mais lento do que 22% nos últimos três anos, o que deve levar à contração do ROE (retorno de rentabilidade) para 18,1% em 2027, de um pico de 21,1% em 2023.

No ano, BBAS3 sobe 17%.

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