Brasil tem 875 startups deep techs, sendo metade voltadas para biotecnologia e saúde

O ecossistema de startups deep techs no Brasil está em ascensão, com 875 empresas identificadas, sendo 50% focadas em biotecnologia para os setores de saúde e agronegócio.

O levantamento, divulgado pela Emerge, aponta que 67% dessas startups estão concentradas no Sudeste, com São Paulo liderando o segmento. No Norte, a presença ainda é bem reduzida, mas vem crescendo com incentivos regionais.

Os investimentos públicos, responsáveis por 70% do financiamento, impulsionam o setor, mas desafios como escalabilidade e regulação ainda precisam ser superados.

O estudo destaca que as deep techs são caracterizadas por inovações científicas que superaram desafios tecnológicos e possuem grande potencial de transformação industrial. Entre as áreas de atuação, biotecnologia (42%), inteligência artificial e nanotecnologia são os setores de maior crescimento.

Os programas de subvenção e fomento público, como os da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) via Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), têm sido essenciais para o desenvolvimento das startups.

O levantamento revela que 70% das deep techs que captaram mais de R$ 5 milhões recorreram a recursos públicos. Além disso, 28% das startups receberam financiamento do PIPE FAPESP, reforçando a importância do apoio governamental.

Apesar do crescimento, as deep techs brasileiras enfrentam obstáculos para escalar suas soluções. Cerca de 70% ainda estão focadas na viabilidade tecnológica, enquanto apenas 30% avançam para comercialização e expansão.

O setor também enfrenta dificuldades para atrair investimento privado, uma vez que o Venture Capital brasileiro ainda se concentra em startups digitais e do setor financeiro.

A pesquisa também aponta que a integração entre academia, setor privado e startups é fundamental para o crescimento do setor.

Iniciativas de aproximação, como as promovidas pelo Cubo Itaú e instituições de pesquisa, podem facilitar a conexão entre cientistas empreendedores e investidores.

O Relatório Deep Techs Brasil 2024 traça um panorama otimista para o setor, que pode se consolidar como um dos principais motores da inovação tecnológica no país.

No entanto, para maximizar o potencial dessas startups, será necessário avançar em políticas de fomento, facilitar a regulação e atrair mais capital privado para o ecossistema.

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