Salário mínimo no Amazonas: o que ele realmente garante em poder de compra?

O salário mínimo em 2025 está fixado em R$ 1.518, mas será que esse valor é suficiente para cobrir as despesas básicas de uma família no Amazonas?

Com o custo de vida variando entre as regiões do país, entender como o mínimo impacta o bolso do trabalhador é essencial para planejar o orçamento.

O Amazonas apresenta uma realidade econômica única, com diferenças significativas nos preços de produtos essenciais entre a capital, Manaus, e os municípios do interior.

O transporte fluvial encarece diversos itens, tornando o custo de vida nas cidades mais afastadas superior à média nacional.

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), referente ao mês de janeiro deste ano, o salário-mínimo necessário para uma família de quatro pessoas viver com dignidade no Brasil deveria ser superior a R$ 6.800, considerando despesas com moradia, alimentação, transporte e educação.

Como o salário-mínimo se divide no Amazonas?

Com R$ 1.518, um trabalhador pode cobrir as seguintes despesas médias, de acordo com o Dieese:

  • Cesta básica: Em Manaus, o preço médio da cesta básica está em R$ 680, representando quase 45% do salário-mínimo. No interior, o valor pode ser ainda maior devido à dificuldade de transporte de alimentos.
  • Moradia: O aluguel de um apartamento simples em Manaus varia entre R$ 800 e R$ 1.200, o que pode consumir até 79% do salário-mínimo.
  • Transporte: A tarifa de ônibus em Manaus custa R$ 4,50, e quem depende do transporte público para trabalhar gasta, em média, R$ 198 por mês apenas com passagens.
  • Energia elétrica: Com o uso constante de ventiladores e ar-condicionado devido ao clima quente, a despesa média com energia elétrica nas residências varia de R$ 200 a R$ 400.
  • Outros gastos essenciais: Despesas como gás de cozinha (R$ 120), água (R$ 80) e internet (R$ 120) também pesam no orçamento.

O poder de compra do amazonense

Apesar do aumento no salário mínimo, no começo do ano, reajuste de 7,5%, o poder de compra continua pressionado pela inflação de alimentos e serviços básicos.

Os altos custos logísticos na Região Norte fazem com que produtos cheguem mais caros aos consumidores, reduzindo o impacto positivo dos reajustes salariais.

Para economistas, uma das principais estratégias para driblar a perda do poder de compra é comparar preços, reduzir gastos supérfluos e buscar alternativas de renda extra.

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