O verdadeiro descaso das operadoras e a necessária limpeza dos postes em Florianópolis

O triste cenário da fiação irregular nos postes de Florianópolis continua a ser um reflexo claro da falta de responsabilidade das operadoras de telecomunicações e de pessoas que realizam instalações clandestinas. Somente nesta semana, no primeiro mutirão de limpeza de postes deste ano, foram retirados impressionantes 700 kg de cabos obsoletos ou irregulares nas ruas do Centro da Capital. A operação envolveu a Celesc, a Prefeitura e diversas empresas de telecomunicações. Infelizmente, esse tipo de problema não é novo. Há anos, observamos a situação se agravando e com frequência comento aqui.

Os cabos soltos ou mal instalados não afetam apenas a paisagem urbana. Eles representam um perigo real para pedestres, motoristas e até para as equipes de resgate em caso de emergência. Como destacou Maryanne Mattos, secretária Municipal de Segurança e Ordem Pública, a desordem na fiação “não é apenas uma questão estética, mas também de segurança pública”.

As operações de limpeza, como a realizada na última quarta-feira, são importantes, mas são, na verdade, uma resposta a um problema contínuo de descaso. Em vez de agirem preventivamente, as operadoras de telecomunicações parecem ignorar suas responsabilidades em relação à instalação e manutenção da fiação. E a situação não é exclusiva de Florianópolis e de sua área central. Em muitas cidades, a falta de fiscalização e de um planejamento adequado resulta em um emaranhado de cabos que coloca em risco a integridade da rede elétrica e a segurança das pessoas.

É essencial que as operadoras de telecomunicações cumpram as normas estabelecidas e que haja uma fiscalização mais rigorosa para garantir que a instalação de cabos seja feita de maneira organizada e responsável.

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