Grupo GPS (GGPS3) lucra R$ 783 milhões em 2024 e Ebitda avança 24%; diretora de RI destaca M&As e vê empresa preparada para 2025

O Grupo GPS (GGPS3) viu o lucro crescer 52% em relação ao trimestre anterior. No consolidado de 2024, o lucro foi a R$ 783 milhões, 7% maior que o de 2023.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o lucro recuou 2%, mas a receita líquida chegou a R$ 4 bilhões, que representa crescimento de 43%.

Em entrevista ao Money Times, a diretora de Governança e Relações com Investidores (RI) do grupo, Marita Bernhoeft, afirmou que o crescimento inorgânico foi o grande destaque do ano, com a conclusão de novos M&As (fusões e aquisições).

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A linha de receitas foi impactada diretamente pela aquisição da GRSA, o maior dos 54 M&As realizados pelo Grupo GPS.

“Foi um desafio muito grande trazer um negócio de R$ 3,3 bilhões de receita bruta, no ramo de alimentação, que a gente tinha em menor escala no grupo. Foi muito positivo que concluímos o processo de integração sem descontinuidades e sem perda de clientes”, afirmou Bernhoeft.

Estratégia sólida de crescimento

No ano, a receita da empresa cresceu 39%, sendo que 36% estão ligados aos M&As e a estratégia de crescimento inorgânico da companhia. O Grupo GPS também trabalha com o crescimento orgânico, mas o segmento teve mais dificuldade devido à pressão em cima dos preços.

“Concorremos num mercado muito fragmentado, muito pulverizado. Muitas vezes eu não topo o patamar de preço que o cliente está querendo, porque eu não quero comprometer minha margem, mas algum concorrente menor pode topar”, disse a executiva da empresa.

Bernhoeft destaca que o segmento de prestação de serviços que o grupo atua possui margens apertadas, mas enquanto a concorrência trabalha com margens de lucro na casa dos 4% ou 5%, o GPS consegue entregar 10%. A gordura de margem é um fator de solidez capaz de tornar a empresa mais sustentável em momentos de desaceleração econômica.

A diretora ainda ressalta que a empresa está em um caminho positivo de redução da alavancagem, mesmo com fortes movimentos de aquisição. Segundo ela, o GPS está próximo da zona de conforto de 1.5x da Dívida Líquida/Ebitda, considerada para que a companhia volte a olhar para M&As.

Próximos passos do Grupo GPS (GGPS3)

Sobre o cenário macroeconômico, a empresa vê 2025 como mais um momento de baixa natural, mas entende que em uma perspectiva de médio a longo prazo haverá recuperação, citando a recessão econômica de 2014 e a da pandemia em 2020. Mesmo no cenário atual, a ideia é continuar impulsionando o crescimento.

“O crescimento não é uma linha contínua, tem ano que crescemos mais no inorgânico, outros que foi meio a meio. Para nós o importante é entregar estabilidade de margem, por isso a gente consegue entregar essa margem de dois dígitos, que não é comum no setor”, disse a executiva.

A última aquisição da companhia em direção ao crescimento inorgânico foi referente a RHMED Consultores Associados, que aponta para a verticalização do grupo. “Eu estou trazendo um serviço de saúde ocupacional, que eu uso para a minha própria equipe”, afirma Bernhoeft.

Em relatório divulgado na semana passada, o BTG Pactual considerou o movimento positivo diante de um possível aperto no crescimento orgânico em 2025. O banco reiterou a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 26, um potencial de valorização de 80%.

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